08 março 2011

O feminino na música brasileira


Espaço de legitimação de grupos, identidades e contexto social, a música brasileira durante um certo tempo manteve uma diferenciação de gêneros, subjugando a presença feminina na sociedade. O imaginário em torno da mulher na canção era estereotipada em papéis submissos a uma condição moral ou o contrário disso. Dois pólos que não se cruzavam e que não tinham meio termo. A representação da Amélia era o exemplo mais comum.

Mas, como talento não escolhe gênero, aos poucos foram surgindo representantes femininos na história da música brasileira que romperam tabus e estigmas. Se fizeram representar por meio da canção e não apenas como aquela que dá voz ao que se canta. Era preciso dizer o que se pensava à maneira delas. Foi assim que o Brasil, país das cantoras, foi escutando cada vez mais a poesia e a narrativa da alma feminina (não restrita somente a compositoras, mas também a compositores).

E quando a mulher compõe revela uma dupla 'persona' que vai além de sua sensibilidade, com mais força na melodia que na palavra, com a beleza de quem tem o mesmo talento para organizar a vida com cores e acolhimento. 

Salve Dolores Duran, Maysa, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Jovelina Pérola Negra, Sueli Costa, Rita Lee, Joyce, Fátima Guedes, Rosinha de Valença, Ana Terra, Isolda, Míriam Batucada, Vanusa, Ângela Rô Rô, Marina Lima, Sandra de Sá, Alzira e Tetê Espíndola, Célia Vaz, Cecéu, Marinalva, Cristina Buarque,  Rosa Passos, Diana Pequeno, Jane Duboc, Sueli Mesquita, Teca Calazans, Olívia Hime, Paula Toller, Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, Zélia Duncan, Vanessa, Rangel, Ná Ozetti, Belô Velloso, Teresa Cristina, Simone Guimarães, Ceumar, Déa Trancoso, Rita Maria, Vanessa da Mata, Flávia Bittencourt, Vanessa Bumagny, Céu, Ana Cañas, Tiê, Karina Buhr, Mariana Aydar, Pitty, Maria Gadu, Tulipa Ruiz e tantas outras compositoras que na forma e na voz sabem ir além do encanto mágico das sereias.

Compartilho aqui o programa "História Sexual da MPB", produzido e apresentado pelo jornalista e pesquisador Rodrigo Faour, no qual apresenta o feminino na música popular brasileira.

História Sexual da MPB. 1ª parte. http://migre.me/40Dlv

História Sexual da MPB. 2ª parte. http://migre.me/40DvN


















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A canção segue a torcer por nós. Milton Nascimento